A HORA E A VEZ DO PICO
- 7 de mar. de 2016
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Para quem vive em São Paulo, isso já virou rotina, ônibus, trem ou metrô, não tem escapatória, chega àquela hora em que é o espaço mais disputado por metro quadrado na face da terra.
Os usuários já estão acostumados a ouvirem a voz do metrô pedir isso ou aquilo, para facilitar a vida de todos, mas não tem jeito, parece que a lei que prevalece é a do primeiro eu, depois o samba, ninguém respeita ninguém na hora do aperto, cada qual que cuide do seu, senão, como se diz:- dança com a mais feia.
Mulheres reclamam de abusos, idosos reclamam de todos e todos reclamam do metrô, são atrasos, paradas indevidas, mãos bobas (dos que se acham espertos), e até casos mais explícitos.
Demorei em entender o porquê das linhas do metrô de São Paulo, ser além de numeradas, nomeadas em cores, isso é explicado:- Se você quer ficar azul de raiva, já sabe qual linha pegar, se seu caso for pavor de multidão siga a linha dos amarelões, a vermelha é para quem tem nervos de aço, e a verde, é para quem não perde a esperança de um dia chegar ao trabalho antes do chefe.
SE VOCÊ NÃO FOR DESCER NA PRÓXIMA ESTAÇÃO NÃO FIQUE NA REGIÃO DAS PORTAS, essa frase é ouvida por milhões de Paulistanos e Paulistanas, todos os dias, como o metrô tem uma porta a cada 3 metros, portanto, a região das portas acabam ficando como a lei do direito, o seu termina onde começa o do outro; não tem como não ficar em região de portas.
Muito se tem falado e penso que até já foi implementado, vagões próprios para as mulheres, isso para evitar contatos físico indesejáveis (ao menos pela maioria) durante a hora do pico, fico pensando se isso é a solução, porque isolar mulher de homem, já foi tentado em outras ocasiões e acabou saindo pior do que a situação anterior, também poderá desencadear o desejo de outras diferenças que podem se achar no direito de também reivindicar exclusividade no transporte coletivo, vagão da fiel, dos judeus, japoneses, nomes sujo no SPC, etc.
Não estou de acordo, porque é na diversificação que está a beleza da matéria, uma pintura que tivesse uma só cor, não seria capaz de transmitir com emoção a mensagem abstrata que existe em toda tela, depois o que precisa mesmo é diminuir o número de usuários, já que aumentar a capacidade do metrô está difícil.
Poderia se começar fazendo um rodízio de passageiros, como ocorre com os veículos durante os dias úteis da semana, então na segunda feira só poderiam circular usuários desempregados, na terça casais gays, na quarta durante o dia, anões ou qualquer outro desde que não ultrapassasse 85 cm de altura, na quarta a noite só torcedores de futebol, principalmente se o jogo for no Pacaembu, na quinta a turma da happy hour, na sexta, só pessoas do signo de touro e usuários de TIM (você sem fronteira).
Também poderia ser implementado um detectador de destino, do tipo, se o cara está indo para digamos, um hospital, seria barrado se já passaram certa quantidade de usuários indo para o mesmo hospital durante certo limite de tempo, isso iria evitar que nossos hospitais fiquem com aquelas filas enormes, dando a impressão que o governo não cuida da saúde da população.
Se o cara está indo para assistir uma partida de futebol, e seu time está mal no campeonato, também seria barrado, pois todos sabem que torcida não ganha jogo, portanto, não ajudaria em nada a recuperação de seu time, isso só iria impactar a viagem de torcedores do time adversário.
Também poderiam ser criados trens nos moldes da Rua 25 de MARÇO, então ao invés das pessoas pegarem o metrô para vir a 25 de Março, a 25 de Março iria até elas, o cara fica na plataforma esperando o trem da mercadoria que deseja comprar, é só ficar atento para o painel que estaria escrito, armarinhos, cama mesa, produtos ching ling a 1,99; assim evitaria que aquela rua fique intransitável.
Outra solução seria substituir os trens do metrô por aqueles franceses
TGV que chega à velocidade de 515 km/h, assim uma viagem de Corinthians-Itaquera à Palmeiras-Barra Funda, levaria no máximo 75 segundos e meio, tempo suficiente para percorrer os 25 km que separam os dois terminais, em dia de jogo no mesmo horário, daria para o torcedor pegar os dois minutos de silencio nos estádios de Palmeiras e Corinthians, isso para quem aprecia esse tipo de homenagem.
Outra coisa, como o metrô só quebra em horário de pico, o melhor seria mudar o horário, o pico poderia ser passado para das 00h00min às 04h00min quando eles estão nos pátios de estacionamentos!

Nivan Gomes
Jornalista - MTb sub o número 0072604SP * Ministério do Emprego e Trabalho
Cronista Esportivo - ACEESP * ASSOCIAÇÃO DOS CRONISTAS ESPORTIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO – Email * nivan_gomes@yahoo.com























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