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Batman e Superman - Anjos ou Demônios?

  • 28 de mar. de 2016
  • 2 min de leitura


Durante essa semana assisti no cinema “Batman Vs Superman” e, nesse momento, quero chamar a atenção apenas para uma questão levantada pelo filme que é a dos heróis que talvez sejam vilões ou dos vilões que talvez sejam heróis. O filme mostra a sociedade americana dividida entre aqueles que consideram o Superman um deus e os que o consideram uma ameaça fatal para o planeta. É claro que, talvez o personagem não seja nem um, nem outro, mas as pessoas querem um salvador e também querem um Judas pra malhar (espero que no Brasil o espírito de linchamento tenha se satisfeito nesse sábado de aleluia, “sqn”). Essa construção, claro, acontece com a ajuda da grande mídia, afinal já disse Malcom X: “A mídia é a entidade mais poderosa na Terra. Eles tem o poder de fazer o inocente ser culpado, e o culpado ser inocente, isso é poder porque eles controlam as mentes das massas.”

Mas isso tudo pouco tem a ver com personagens de quadrinhos, estamos falando de História. Estamos falando da nossa necessidade de crer em anjos e demônios, ainda numa alusão à produção cinematográfica que mostra um quadro do Lex Luthor (filho) com anjos e demônios e ele contesta que nem sempre os demônios veem de baixo. Nossa necessidade por salvadores da humanidade, líderes ou gurus nos deixa à mercê de possíveis oportunistas de auréola sobre a cabeça. Nossa vontade de ter um culpado para manifestarmos todo nosso ódio e frustraç&oti lde;es sociais traz à tona nosso passado de linchamentos e apedrejamentos, fora as chamas da Inquisição. Não à toa está cada vez mais comum ver pessoas sendo amarradas em postes e multidões espancando alguém como no caso que aconteceu no mês passado, no Paraná, onde depois de morta, a vítima de um linchamento foi considerada inocente das acusações populares. São esses que costumam dizer: “Tá na cara que ele é culpado, está mentindo para se defender.”

É importante lembrar na História os casos em que as pessoas abriram espaço em seus corações para um salvador. Citemos então, a nação alemã que, estando destroçada, deu aval pra um tal de Hitler, responsável pelo assassinato de mais de 6 milhões de judeus. Outro caso de menor porte, mas trata-se do maior serial killer da história ou um deles, Charles Manson, que criou uma família alternativa para jovens que se sentiam rejeitados por suas famílias e os convencia de cometer assassinatos brutais... Todos eles com seu poder de persuasão, precisaram apenas se mostrar “mitos” ou salvadores e preenchendo certos vazios, tiveram poder sobre tantas vidas (e mortes).

Contato Dênis Pinho:

denis.o.p@bol.com.br - (Waths App) 9 6865-1114.


 
 
 

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