AMOR E HUMOR
- 26 de abr. de 2016
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Em destaque na foto Dênis Pinho em apresentação de um espetáculo no teatro
O palco é um templo de troca de energias com a plateia. Cada show é uma experiência única, mesmo o roteiro sendo o mesmo.
Na minha primeira apresentação de “stand up” desse ano, ao interagir com alguns casais, procurei saber quais deles ali presentes teriam mais de 15 anos juntos. Uma mulher levantou a mão, ao seu lado, outra mulher levantou também. Fui pego de surpresa. Tinha algumas piadas pra esse momento que serviriam para casais heterossexuais. Dei os parabéns pro casal e pedi palmas pelo tempo que estavam juntas. Logo após, encaixei uma piada e consegui meu ponto alto.
Fiz questão de exaltar tantos anos de parceria de um casal, não porque sou o maior exemplo de conservadorismo e queria voltar ao século passado quando os casamentos duravam pra sempre mesmo entre traições e violência doméstica, mas porque, em tempos de relacionamentos líquidos, isso é de se aplaudir. E nesse caso, o exemplo veio de um relacionamento homo afetivo. Lembro como cresci ouvindo das pessoas que os homossexuais são promíscuos. Com o tempo conheci e fiz amizade com vários, observei que a promiscuidade entre eles é a mesma que entre heterossexuais. Os tempos é que são outros e cada vez mais as pessoas encaram relacionamentos como outras coisas da vida, priorizam a quantidade em detrimento da qualidade. Com isso, conheci também vários casais homossexuais que estavam juntos há vários anos e muito satisfeitos. Estranho considerar que esses sejam maus exemplos pras crianças. De fato, crianças precisam de boas referências. Crianças não entendem certas coisas. Não entendem, por exemplo, porque o pai vive com a esposa, mas quando está entre amigos baba e diz palavras de baixo nível ao passar uma moça bonita. Não entendem, por exemplo, porque a mãe diz que ama o marido, mas fica trocando fotos de outros homens com as amigas pelo celular ou Facebook. As crianças precisam de bons exemplos de respeito, cumplicidade e amor e com tanto preconceito chega a ser irônico o fato de, em tantos casos, os casais homossexuais serem as melhores referências de união e amor para as crianças.























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