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- 31 de mai. de 2016
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Qual o grau de culpa de uma mídia que costuma exaltar o sexo acima de todas as coisas e que inclusive, há pouco tempo, televisionou os bastidores da gravação de um filme pornô onde ocorreria sexo coletivo de algumas dezenas de homens com uma mulher? Qual a influência da indústria pornográfica que vulgariza a prática sexual e fantasia o sexo forçado? Que participação tem a expansão da tecnologia que entra no universo das crianças sem a preocupação com a formação psicológica destas? De que forma contribui uma indústria musical que lucra com a erotização precoce? E nós que permitimos tudo isso? E os pais, educadores, formadores de opinião e todos adultos? Até que ponto o machismo nosso de cada dia foi o causador dessa situação, machismo que percorre as mentes de homens e mulheres? E aqueles dito s progressistas que acusam de moralismo qualquer conceito moral sobre o sexo e vangloriam o agir de acordo com os impulsos naturais e aqueles conservadores que insinuam que se escolheu o caminho errado deve pagar o preço seja como for. E agora? Com o possível consentimento da adolescente muitos estão mudando suas opiniões e outros têm munição para o que já haviam afirmado. Não discordo que, dependendo da situação, o processo punitivo deverá ser diferente. Aliás, é isso que prezam os Direitos Humanos tão massacrados nesses momentos. Deve-se averiguar todos os detalhes sem prévio julgamento. Sem prévio julgamento dos dois lados. Os juízes de Facebook num primeiro momento dizem: Morte aos estupradores! E ao constatar mais alguns detalhes do caso mudam: Ela não era boa coisa, teve o que mereceu! É por isso que evoluímos e não apedrejamos mais em praça pública, prática que muitos querem retomar e retomam, nem que seja virtualmente. O mundo não é como queremos e nem deve ser, afinal, apesar de todos falarem em nome do bem, cada um tem sua concepção do que é o bem. Podemos ter nossas críticas a movimentos radicais, mas esse radicalismo é uma resposta à altura contra a violência. Essa garota, de uma forma ou de outra, foi estuprada. Mas esse estupro começou há muito tempo na privação de seus direitos básicos, não estou falando apenas de condições econômicas e sociais, mas de questões humanas. O que engloba família e todos esses aspectos que mencionei no começo do texto. Foram várias perguntas e a única afirmação que faço aqui é: Esse foi mais um caso de violência contra a mulher, sem d& uacute;vida nenhuma.
- Dênis Pinho 9 6865 - 1114. denis.o.p@bol.com.br @denis.pinho























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