top of page
Posts Destacados
Posts Recentes
Procure por Tags

O Cofre do Dr. Rui

  • 29 de ago. de 2016
  • 2 min de leitura


Como a Val-Palmares de Dilma Rousseff realizou o maior assalto da luta armada brasileira

O Brasil atual como o do passado distante e do passado próximo continua a viver uma crise de identidade social e política, onde atores do campo político tentam por questões meramente midiáticas e políticas fazer uma nova revisão da história. Até aqui legitimo e natural que tente se esclarecer o que realmente aconteceu, mas revanchistas, mesmo com a Lei da Anistia Ampla e Irrestrita tentam acossar agentes que serviram ao Estado, sob a alegação de que seus crimes não estariam prescritos. Mas a Anistia absolveu tanto os de direita, quanto os de esquerda, que deveriam ser condenados mais pelas ações contra a democracia do que por suas lutas: a direita em busca de uma ditadura de direita e os de esquerda em busca da tão sonhada ditadura do proletariado.

O Cofre do Dr. Rui do jornalista Tom Cardoso, editado pela Civilização Brasileira, é mais uma obra que vem jogar mais luzes sobre a mais recente de nossas ditaduras.


Uma história interessante que demonstra como as esquerdas atuavam e suas inúmeras divisões. Ressalta uma forma de viver da época e a ilusão de jovens da burguesia com o discurso da luta armada para derrubar o regime em prol de uma ditadura do proletariado. Revela também as ações dos órgãos de repressão.

Dr. Rui era o codinome utilizado pela amante do governador de São Paulo Adhemar de Barros, Ana Capriglione, mulher da alta sociedade carioca. O cofre estava escondido na casa do irmão de sua amante contendo uma bolada, cerca de 2 milhões de dólares, mais documentos que comprometeriam tanto o governador paulista como o Marechal-presidente de plantão, Costa e Silva que teriam uma sociedade no jogo do bicho.

O livro destaca como a operação foi desenvolvida e executada e como a esquerda se perdeu com tanto dinheiro, mas não revela nada sobre os documentos insinuados.

Os comentários nos meios políticos do Brasil falavam em quatro milhões de dólares, mas haviam 2 milhões, os outros 2 milhões estariam em outro cofre que estaria no poder de outro irmão da amante do governador que estaria em seu consultório.

Um ponto interessante para de compreender o fracasso total dos grupos de esquerda esteja nas constantes divisões de grupelhos em outros tantos, repetindo de forma mais amplificada o mesmo processo que vivia a direita, com suas divisões e golpes dentro do próprio golpe.

O dinheiro que já era derrubado com as famosas “caixinhas do Adhemar”, foi roubado pela Val-Palmares, e depois roubado por um espertalhão e bom vivant que seria uma espécie de embaixador da esquerda na Europa. Nada mal para quem lutava contra as mordomias a favor do povo.

A leitura é interessante e é mais uma peça em um quebra-cabeças que ainda não se formou por completo. Assim o livro possibilita ao leitor ir montando as peças de seu mosaico.


 
 
 

Comentários


bottom of page